5 erros que cometi quando me tornei consultora

Desde que deixei meu último emprego CLT tenho minha empresa de consultoria, além de entregar projetos como consultora associada. Lá se vão anos sem um registro em carteira, apenas emitindo notas fiscais e faturando (bem, felizmente).

Todos os meses ministro na Lee Hecht Harrison um workshop e um webinar sobre essa incrível alternativa de carreira, dividindo as dores e delícias de ser um consultor.

Por falar em dores, já errei bastante, não na entrega, mas na maneira de comunicar e apresentar meus serviços, e é justamente sobre isso que gostaria de falar com vocês.

 

Vamos aos erros:

1 – Deixar de fazer networking quando se está com muito trabalho:

Um consultor deveria dividir seu tempo entre as entregas, o estudo e os relacionamentos. Esse último é o primeiro que tendemos a deixar de lado quando estamos lotados de projetos. Como a venda de consultoria é de ciclo longo, se deixarmos para acionar nossa rede apenas quando o projeto acabar, pode demorar muito até conquistarmos novos clientes.

 

2 – Enviar propostas detalhadas demais:

Não deixe de ler essa notícia e assistir esse vídeo que viralizou nas redes há uns 2 anos.

https://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/5681217/ceo-maior-empresa-educacao-brasil-diz-como-trapaceava-consultorias-veja

Durante um evento, o presidente de um grande grupo educacional, contou para a plateia como ele se aproveitava do conhecimento dos consultores, sem pagar um único centavo. Devemos sempre lembrar que uma proposta deve ser completa, porém não deve conter o projeto todo. Conhecimento tem valor, e portanto deve ter preço.

 

3 – Não mencionar o que não está incluído na proposta comercial:

Quando elaboramos uma proposta, nos preocupamos muito em descrever tudo o que está incluído, mas esquecemos de mencionar o que não está incluído no preço. Se você, por exemplo, vai ministrar um treinamento mas não vai alugar os equipamentos, isso precisa estar explícito na proposta e no contrato.

 

4 – Não ter um único interlocutor:

Quando não temos o crachá da empresa, ou seja, quando não somos funcionários, nosso poder de execução diminui consideravelmente. Dessa forma é fundamental que o cliente nomeie um interlocutor para o projeto. Essa pessoa deve estar disponível para fazer o meio de campo entre o consultor e os demais colaboradores da empresa.

 

5 – Não fazer follow-up de propostas enviadas:

Depois de enviar uma proposta, nossa tendência pode ser deixar que o cliente responda no seu tempo. Até aí tudo bem, porém na falta de um retorno, podemos e devemos fazer um follow-up, afinal de contas nos dedicamos a escrever aquela proposta que fora solicitada pelo próprio cliente.

Melhor que aprender com os próprios erros é aprender com os erros dos outros, por isso fiz questão de dividi-los com vocês.

Espero que sirva como aprendizado para todos.

Sucesso nos projetos!

 

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